sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Eu sei, eu faço!


Na sexta-feira, 23 de setembro os jovens do Projeto Profissionalizante tomaram a frente das atividades no dia do “Eu sei, eu faço!”. Todos foram convidados para inscrever oficinas sobre algo que eles gostariam de compartilhar com seus colegas, o resultado foi as oficinas de Black Music, Artesanato, Confecção de brinquedo com garrafa PET, Mangá e Dança. A atividade contou com muito empenho dos oficineiros e ampla participação.


















Transforme seu Imposto de Renda em doação


O que é o FUMCAD 

O Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente foi criado com apoio do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Federal 8096/90) para reunir os recursos financeiros vindos da doação do Imposto de Renda devido de pessoas físicas e jurídicas. O FUMCAD é destinado a projetos sociais que contribuam para a qualidade de vida de crianças e adolescentes.

Todos os projetos do Cepac estão aprovados pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Barueri para receber doações do FUMCAD.
Contribua com o Cepac e ajude a construir um futuro de cara nova!

Quem pode doar 
Pessoa Jurídica
Empresas contribuintes do Imposto de Renda com base no Lucro Real podem destinar 1% do valor devido.

Pessoa Física
 Apresentando a declaração do Imposto de Renda no modelo completo pode destinar até 6% do valor devido ao FUMCAD.

Quais são as vantagens 
Você pode escolher doar para o Cepac, uma instituição que atua há 23 anos em prol da qualidade de vida de crianças e adolescentes da região do Parque Imperial em Barueri.

Custo Zero, pois todo o valor será deduzido do imposto de renda a ser recolhido.

Doando em três passos
1.Verifique com a área financeira da sua empresa qual o valor do imposto de renda devido e calcule 1% desse valor para doação.

2.Deposite o valor calculado na conta do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente do Município de Barueri.

Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 0738
Operação: 006 – C/C 0026/6
CNPJ: 15.449.371/0001-22

3. Comunique ao Cepac a sua doação para que seja emitido um recibo para a sua empresa.

Fique atento: o prazo para a doação vai até 30 de dezembro! 
Se você é Pessoa Física e deseja fazer a doação por meio Imposto de Renda ao Cepac entre em contato pelo e-mail mobilizacao@cepacbarueri.org.br ou telefone 11 4195-9060, 11 4191-2215 ou 4193-2620.


Minha história com o Cepac

A estudante Letícya Maria Santos, 13 anos, conheceu o Cepac por meio de suas tias. Antes, ela conta que tinha uma resistência em participar, mas seu pensamento se transformou quando conheceu a instituição e encontrou crianças e até colegas da escola. Nunca mais pensou em sair: “poderia vir para o Cepac a semana inteira”, dispara ela.
O primeiro resultado a aparecer, depois que começou no Projeto Semeando o Futuro, foi a melhora da sua disposição em estudar e o aumento das suas notas na escola. “Eu comentei com os meus professores que eu estava frequentando o Cepac e eles falaram que as minhas notas estavam aumentando, então eu não quis mais sair”, conta Letícya.
Entre todos os projetos desenvolvidos pelo Cepac com as crianças e adolescentes, o que marcou a Letícya foi a ação do Dia do Abraço que aconteceu em 2015. “No projeto a gente tinha que sair na rua com cartazes escritos algumas mensagens e distribuía abraços para todo mundo. Eu nunca vou esquecer esse dia! Tem tanta gente que necessita de abraço porque está sempre trabalhando, não tem contato com criança, com os filhos e não conversa com ninguém”, e completa: “hoje eu vejo alguém que eu cumprimentava de longe e agora eu dou abraço”.
No Projeto Semeando o Futuro Letícya participa das oficinas de Cidadania, Dança, Expressão, Informática, Movimento Corporal e Raciocínio Lógico. Entre essas a preferida dela é a oficina de Expressão, por conta das dinâmicas que sempre terminam com algum aprendizado.
Há dois anos frequentando o Cepac o seu maior aprendizado foi: “convivência com as pessoas”. Letícya conta que não gostava de se relacionar com as pessoas e participando das atividades desenvolveu seu lado comunicativo e tem melhor socialização. “Depois  de conhecer o Cepac e participar do Dia do Abraço estou tendo mais paciência, aprendendo a conviver com bastante gente. O que eu quero levar para minha vida é paciência para eu ter noção de espaço, poder conversar com as pessoas do jeito certo”.

Por Jussara Caetano

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Os desafios da Casa Glorinha

Por Cléber Santiago

Quem olha para a Renata com o seu característico sorriso largo não faz ideia da carga de responsabilidade por detrás dele. A jovem psicóloga está há um ano na Casa Glorinha – o Serviço de Acolhimento Institucional do Cepac. Neste momento, ela cuida de nove adolescentes e uma criança, encaminhados pelo Conselho Tutelar, que está a cargo de fazer o termo de acolhimento.

Mas até 2015 as coisas não eram assim. Segundo a psicóloga: “Houve um reordenamento. A casa, que tinha uma dinâmica característica e não recebia crianças, passou a abrigá-las”.

Para adequar-se à nova realidade e aos novos usuários, os monitores tiveram de ser treinados para as responsabilidades que chegaram junto com os pequenos. “É muito gratificante porque a gente sabe que é muito difícil”, diz Renata. 

Mas ela também reconhece a importância desse período na vida das crianças e adolescentes que passam por lá: “O abrigo é fundamental na (re)construção, pelas ações desenvolvidas aqui e o efeito que ele traz. Por mais que aconteçam coisas ruins no cotidiano, eles gostam de estar aqui conosco”.

O período de acolhimento na Casa Glorinha dura entre seis meses e dois anos, tempo necessário para que os serviços de psicologia e assistência social possam trabalhar com as famílias e reforçar/reatar os vínculos e a autonomia familiares.

Depois que acontece o desacolhimento - quando a criança ou o adolescente retorna ao núcleo familiar ou é encaminhado a uma nova família, ela ainda acompanha o beneficiário por mais seis meses. 

“Eles reconhecem a importância de cuidar de si, estudar, trabalhar e isso não tem preço. Claro que há casos que o Município tem que trabalhar muito, mas há também aqueles que dão muito certo”.

Sobre a experiência em trabalhar na Casa Glorinha, Renata não pensa duas vezes: “Tem que ter muito amor, tem que acreditar muito”.

Cléber é jornalista, responsável pela Comunicação Institucional do Cepac a partir de 2016.