terça-feira, 15 de março de 2016

A fábrica de sonhos

Por Cléber Santiago

O pai trabalhava numa empresa onde havia um aprendiz que era aluno da instituição. E graças a esse personagem desconhecido, a história do Lucas com o Cepac começava. Após conseguir uma vaga, o garoto de apenas 14 anos entrou para o projeto Profissionalizante para estudar Logística. Não tinha muita noção de como as coisas funcionavam por aqui.

Foi tudo muito rápido. Lucas queria estudar Administração, mas sequer teve tempo para isso – aos 15 anos já havia sido encaminhado para o programa de aprendizagem e começou a trabalhar na Sensomatic (Tyco). Ali, as janelas de um mundo novo se abriam diante dele.

Como Aprendiz Cidadão, ele passou dois anos (até então, os contratos de aprendizagem profissional podiam se estender por esse período) no departamento de Recursos Humanos, onde começou a enxergar que as coisas no mundo profissional não eram tão simples quanto pareciam: “Percebi a importância de prestar vestibular e do peso que é escolher a faculdade que iremos cursar. Sempre achei que o desempenho de cada um contasse mais do que o lugar onde se estuda. Mas aprendi que, muitas vezes, o conhecimento que se adquire está ligado à instituição”.

A ideia, ao invés de assustar, lhe deu coragem. A pluralidade profissional dentro da empresa o estimulou: “No colégio, estava rodeado de pessoas que simplesmente não tinham um norte. No trabalho, havia engenheiros, administradores, o pessoal do marketing... todos de áreas tão diferentes, trabalhando juntos e fazendo a coisa acontecer. Comecei a sonhar alto”.

Lucas se esforçou e graças a sua dedicação pessoal e orientação da equipe de instrutores do Cepac, conseguiu ser efetivado ao terminar seu contrato de aprendiz. O rapaz, hoje com 18 anos, enche os olhos e a boca para agradecer a oportunidade que a instituição lhe garantiu: “Tudo o que eu sinto é gratidão. O Cepac me proporcionou experiências maravilhosas. Se antes eu sonhava, depois de todas essas vivências, meus sonhos são maiores”.

Apesar da experiência, ele ainda está indeciso sobre qual curso irá cursar na faculdade: “Minha irmã é advogada, ela tem uma história muito parecida com a minha. Não sei se quero estudar Direito ou Psicologia”. Porém, de uma coisa ele tem certeza: de que sua trajetória precisa ser compartilhada e dá um recado aos jovens que hoje estão na instituição se preparando para trilhar o mesmo caminho:

“Aproveitem o dia a dia daqui. As amizades, informações e vivências vocês irão carregar pro resto da vida. Não pensem em se tornar aprendizes apenas por dinheiro. Sou muito realizado em todas as áreas, estou satisfeito com o que vivi e isso, dinheiro não paga.”

Cléber é jornalista, responsável pela Comunicação Institucional do Cepac a partir de 2016.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Uma viagem pela mente criativa de Tim Burton


Por Kauê Tavano Recski

O MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo) tem como atração principal neste início de ano a exposição O Mundo de Tim Burton. E o Cepac não poderia ficar de fora dessa experiência única. Fomos convidados pela Cielo, nossa parceira do Curso Profissionalizante, e tivemos a oportunidade de levar três adolescentes: Tainá, Natalya e Marcos Eduardo. E eu, Kauê, professor de Cidadania, acompanhei os jovens, sendo o quarto participante.

Ao chegarmos na exposição recebemos tratamento diferenciado, passamos por uma fila especial que nos permitiu tirar foto com o Willy Wonka e ainda ganhar uma barra de chocolate Wonka com um convite dourado! Em seguida participamos de uma palestra introdutiva exclusiva sobre toda a genialidade dos processos criativos de Tim Burton. 

Começamos pelo segundo andar. Não havia fila e pudemos circular livremente pelos espaços, vimos diversos desenhos feitos por Burton, obras únicas cedidas de sua coleção pessoal, rascunhos e pinturas feitas a lápis, tinta, caneta, giz... enfim, uma variedade de técnicas que demonstram a sua versatilidade. Os jovens e eu ficamos extasiados: parecíamos crianças num parque de diversão, com um sorriso congelado no rosto.

Para descer ao primeiro andar da exposição, os visitantes tinham que usar um escorregador. Assim que descemos, vimos várias fotos tiradas por Tim Burton com sua rara Polaroid 20x24, algumas pinturas em tela e desenhos, bem como algumas esculturas feitas por ele na primeira seção.

Avançamos pela exposição e passamos por um corredor onde havia guardanapos usados por Burton como rascunhos para sua arte. Segundo ele, seus momentos de maior inspiração aconteciam em mesas de bar e restaurantes, seu material preferido era o guardanapo e lápis ou caneta! 

Depois desse corredor, entramos na seção de Projetos Inacabados ou Em Andamento, onde várias obras exclusivas estavam expostas. Por fim, chegamos numa espécie de linha do tempo em que ficavam expostas as peças relacionadas a alguns dos filmes mais conhecidos do artista, como Edward Mãos de Tesoura, Marte Ataca, Os Fantasmas se Divertem, A Noiva Cadáver, A Fantástica Fábrica de Chocolate, entre outros, a sala é a pérola da exposição! Nós, os quatro embaixadores do Cepac, demoramos a sair da seção, pois ficamos olhando cuidadosamente as obras. Uma oportunidade única, já que a exposição ficará no museu por tão pouco tempo.

Para encerrar nossa noite cultural, observamos um quadro pintado pelo artista assim que a exposição chegou no Brasil e com isso, pudemos viajar um pouco pela mente criativa e brilhante de um dos maiores diretores da história do Cinema.


Kauê é historiador e atua como instrutor de Cidadania do projeto Profissionalizante no Cepac.